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17/2/2017
RECEITA PARA UMA BOA INTEGRAÇÃO NA EUROPA - TATIANA RONCATO



Como todos sabem, jogadores, seja qual for a prática esportiva, são cada dia mais exportados. Depois de 1995, com a famosa decisão conhecida como Bosman do Tribunal  de Justiça de União Européia, estatuando sobre a livre circulação de trabalhadores na União Européia, marca uma nova era de mobilidade de jogadores mundo afora.

Como evolução desta louvável decisão, um tratado foi assinado em 2000 entre os países da África, do Caribe e do Pacífico. Chamado tratado de Cotonou, ele integra 79 nações no contexto de livre circulação de trabalhadores na Europa. 

Mesmo não fazendo parte dos países signatários deste tratado, percebemos que o Brasil acompanha essa lógica no quesito exportação de jogadores. Não podemos esquecer que, quando falamos de jogadores, não falamos somente de jogadores de futebol, pois estatisticamente, a modalidade que mais importa jogadores brasileiros na França, é o vôlei feminino.

Quanto à adaptação destes atletas, percebemos que o assunto é delicado. Muitas vezes o profissional exportado é jovem e nunca esteve longe de sua família e de seu país. Assim, um trabalho próximo destes atletas se faz necessário.

É evidente que as equipes contratantes fazem um bom trabalho para diminuir os efeitos desta adaptação. Afinal, elas lidam diariamente com essa situação.

Alguns atletas não tem nenhum problema de adaptação, como é o caso de Jonny Wilkison, famoso jogador inglês de rugby, que fala 12 línguas fluentemente (dentre elas, 4 línguas mortas) e que na França aprendeu a cozinhar pratos típicos com perfeição. Para outros, a situação pode ser bem complicada.

Uma forma de bem integrar o atleta em seu novo país, é pensando na integração de sua família, em especial seu cônjuge. Sua vida familiar vai interferir em sua vida profissional, assim, o essencial é que o atleta viva em um bom ambiente para que ele possa dar sua melhor performance no campo.

O tempo razoável para a aclimatação do atleta é de 6 meses. Durante este período, ele deve ser acompanhado de perto e com cuidado. Muitas vezes a equipe que o contrata cuida muito bem desse período delicado, porém outras....

O percurso da adaptação de um atleta na Europa passa, primeiramente pela busca de moradia. A grande maioria dos clubes se ocupam disso. Se ocupam também em disponibilizar um carro e outras comodidades conforme contratado.

O atleta deve ter consciência que vai se deparar com alguns outros pontos relativos à sua adaptação, como inscrições escolares, sistema de saúde, abertura de conta bancaria, entre outras. Alguns clubes também se ocupam de tudo isso.

Porém, o que nos parece mais simples pode vir a ser o mais complicado. Isso porque a maioria dos clubes não se ocupam. Um passeio no supermercado, na padaria, numa consulta médica, um “curso” de como a vila funciona, detalhes do cotidiano são coisas que o atleta descobrira sozinho ou com a ajuda de seus colegas. Vale ressaltar que existem profissionais que os acompanham também neste sentido.

No caso da França, vale ressaltar que as burocracias administrativas são muito complicadas. Um auxílio profissional é sempre bem-vindo nesta área. Por fim, é importante ressaltar que os estrangeiros devem fazer curso de francês. É indispensável para uma boa adaptação o conhecimento da língua. 

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